PF faz operação em Goiânia contra grupo suspeito de lavagem de dinheiro com criptoativos
A PF faz operação em Goiânia contra grupo ligado à lavagem de capitais por meio de criptoativos na manhã desta quinta-feira (12), em uma ação de grande porte que mira uma organização criminosa suspeita de movimentar milhões de reais por meio de moedas digitais. Batizada de Operação Narco Azimut, a ofensiva ocorre simultaneamente em seis cidades de três estados brasileiros.
A investigação aponta que o grupo utilizava criptomoedas para ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico de drogas e de outros crimes, dificultando o rastreamento financeiro pelas autoridades. Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão e de prisões temporárias.
PF faz operação em Goiânia e em mais cinco cidades
A PF faz operação em Goiânia como parte de uma ofensiva coordenada que também acontece em Santos/SP, Ferraz de Vasconcelos/SP, São Bernardo do Campo/SP, São José dos Campos/SP e Armação de Búzios/RJ. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos, no litoral paulista.
O objetivo principal é desarticular a estrutura financeira da organização criminosa, identificar seus líderes, apreender bens e coletar provas que comprovem o esquema de lavagem de dinheiro por meio de criptoativos.
Mandados cumpridos na Operação Narco Azimut
- 7 mandados de busca e apreensão;
- Prisões temporárias autorizadas pela Justiça Federal;
- Bloqueio de ativos financeiros e digitais;
- Apreensão de dispositivos eletrônicos.
Como funcionava o esquema de lavagem com criptomoedas
Segundo as investigações, a lavagem de capitais com criptoativos ocorria por meio de operações financeiras fracionadas, uso de corretoras internacionais e movimentações rápidas entre diferentes carteiras digitais, estratégia conhecida como “layering”.
Esse tipo de prática dificulta o rastreamento da origem dos recursos, já que as transações em blockchain, apesar de públicas, podem ser mascaradas com técnicas avançadas de ocultação, como mixers, tokens de privacidade e transferências cruzadas.
Principais métodos usados pelo grupo
As apurações indicam que os suspeitos utilizavam:
- Carteiras digitais anônimas;
- Plataformas estrangeiras sem controle rígido de KYC;
- Conversão rápida entre moedas fiduciárias e digitais;
- Empresas de fachada para justificar movimentações.
Criptoativos e crime organizado: tendência crescente no Brasil
O uso de criptoativos para lavagem de dinheiro tem crescido de forma significativa nos últimos anos. Organizações criminosas passaram a explorar brechas regulatórias e a natureza descentralizada das moedas digitais para ocultar recursos ilícitos.
De acordo com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), transações suspeitas envolvendo criptomoedas aumentaram mais de 80% nos últimos três anos, especialmente ligadas a crimes como tráfico de drogas, fraudes financeiras e estelionato eletrônico.
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Importância da Operação Narco Azimut no combate ao crime financeiro
A Operação Narco Azimut representa um avanço significativo no enfrentamento à lavagem de dinheiro digital no Brasil. A ação integra esforços de inteligência financeira, análise de blockchain e cooperação internacional.
Especialistas destacam que operações desse porte são fundamentais para inibir o uso criminoso das criptomoedas e reforçar a credibilidade do mercado legal de ativos digitais.
Resultados esperados pela Polícia Federal
| Objetivo | Impacto esperado |
|---|---|
| Identificar líderes | Desarticular o núcleo da organização |
| Bloquear ativos | Reduzir capacidade financeira do grupo |
| Apreender provas | Fortalecer processos judiciais |
| Cooperação internacional | Ampliar rastreamento global |
Investigação começou no litoral paulista
As investigações tiveram início a partir da identificação de movimentações financeiras atípicas em Santos/SP, associadas a indivíduos já monitorados por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Com o aprofundamento das análises, os investigadores identificaram conexões em outros municípios, incluindo Goiânia, que passou a integrar o foco da operação por abrigar núcleos financeiros estratégicos do grupo.
Impactos da operação para Goiás e região
A PF faz operação em Goiânia em um contexto de intensificação do combate ao crime financeiro em Goiás, estado que vem registrando crescimento significativo no uso de tecnologias digitais, inclusive no setor financeiro.
As autoridades avaliam que a ação contribui diretamente para a segurança econômica da região, ao inibir práticas ilícitas que afetam a concorrência, o sistema bancário e a arrecadação pública.
Próximos Passos
- Análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos;
- Rastreamento internacional de carteiras digitais;
- Ampliação da cooperação com órgãos de inteligência financeira.
Dúvidas Frequentes
O que é a Operação Narco Azimut?
É uma ação da Polícia Federal que investiga um grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico por meio de criptomoedas, com mandados cumpridos em vários estados.
Por que Goiânia foi alvo da operação?
Goiânia foi identificada como um dos núcleos financeiros do grupo, onde ocorreriam movimentações estratégicas de recursos ilícitos.
O uso de criptomoedas para crimes é comum?
Sim. O uso vem crescendo devido à descentralização e à dificuldade de rastreamento, apesar dos avanços das tecnologias de monitoramento.
O que acontece com os bens apreendidos?
Os ativos são bloqueados judicialmente e podem ser incorporados ao patrimônio da União após decisão definitiva.
Conclusão
A operação conduzida pela Polícia Federal demonstra o avanço das autoridades no combate à criminalidade financeira digital. A PF faz operação em Goiânia e em outros municípios estratégicos, reforçando o cerco às organizações que tentam se beneficiar do anonimato proporcionado pelas criptomoedas.
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Sobre o autor
Redator sênior especializado em jornalismo investigativo, segurança pública, SEO, AEO e GEO, com ampla experiência em cobertura policial e análise de dados.







