Projeto obriga presos a pagar tornozeleira eletrônica

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Projeto obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica e promete reduzir gastos públicos

O projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica, apresentado na Câmara dos Deputados, reacendeu o debate sobre responsabilidade penal, combate ao crime organizado e economia de recursos públicos. A proposta pretende transferir ao monitorado parte do custo do sistema de vigilância, hoje bancado majoritariamente pelo Estado.

O tema tem forte impacto social, jurídico e econômico, especialmente diante do crescimento da monitoração eletrônica no Brasil e da necessidade de reduzir gastos públicos sem comprometer a segurança.

O que diz o projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica

O projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica está previsto no Projeto de Lei 766/25, de autoria do deputado federal Célio Studart (PSD-CE). A proposta altera a Lei de Execução Penal para determinar que presos temporários ou condenados arquem com os gastos de uso e manutenção do equipamento.

Na prática, isso significa que o monitorado será financeiramente responsável pela conservação da tornozeleira eletrônica e deverá ressarcir o Estado em caso de dano, perda ou avaria, mediante avaliação técnica.

Quem será obrigado a pagar

A cobrança se aplica a:

  • Presos temporários em monitoração eletrônica;
  • Condenados que cumprem pena em regime aberto ou semiaberto com tornozeleira;

No entanto, o projeto estabelece uma importante exceção: beneficiários da gratuidade de justiça não serão obrigados ao pagamento, preservando o princípio da dignidade humana e da capacidade contributiva.

Como funcionará a cobrança dos custos da tornozeleira eletrônica

Segundo o texto do projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica, a cobrança ocorrerá de forma proporcional e técnica, considerando o valor do equipamento, sua manutenção e eventuais reparos.

Em caso de recusa injustificada ao pagamento, o valor será inscrito em dívida ativa, podendo ser cobrado judicialmente pelo poder público.

Destino dos recursos arrecadados

Todo o valor arrecadado será destinado ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que financia ações estruturais no sistema prisional brasileiro, incluindo:

  • Construção e reforma de presídios;
  • Compra de equipamentos;
  • Projetos de ressocialização;

Além disso, os estados e o Distrito Federal poderão instituir sistemas próprios de cobrança, respeitando a legislação federal.

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Justificativa: combate ao crime organizado e redução dos gastos públicos

Para o deputado Célio Studart, o projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica é uma estratégia dupla: combater o crime organizado e aliviar o orçamento público.

Segundo ele, a monitoração eletrônica contínua:

  • Facilita a identificação de descumprimento de medidas judiciais;
  • Reduz o risco de reincidência criminal;
  • Amplia a fiscalização sem sobrecarregar o sistema prisional;

“A utilização de monitoração eletrônica e a respectiva cobrança pelo seu uso são medidas que podem contribuir significativamente para esses objetivos”, afirmou o parlamentar.

Comparação: custo para o Estado x custo para o monitorado

Hoje, o custo médio mensal de uma tornozeleira eletrônica gira entre R$ 250 e R$ 600 por pessoa, dependendo do estado e do contrato com as empresas fornecedoras.

Cenário Vantagens Desvantagens
Estado paga 100% Inclusão social, acesso universal Alto custo público, impacto fiscal
Monitorado paga Redução de gastos, maior responsabilidade Risco de inadimplência, judicialização

Com a nova proposta, espera-se uma economia significativa nos cofres públicos, permitindo o redirecionamento de recursos para áreas como educação, saúde e segurança.

Impactos práticos da nova regra

A eventual aprovação do projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica pode gerar mudanças diretas no funcionamento do sistema penal brasileiro.

Entre os principais impactos estão:

  • Maior responsabilização dos apenados;
  • Redução da reincidência criminal;
  • Reforço do financiamento do sistema prisional;
  • Diminuição dos custos diretos para os estados;

Especialistas apontam que a medida pode aumentar o senso de compromisso do monitorado com o cumprimento das regras impostas pela Justiça.

Tramitação e próximos passos do projeto

O projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica tramita em caráter conclusivo, o que significa que pode ser aprovado diretamente pelas comissões, sem necessidade de votação em plenário, salvo recurso.

A proposta será analisada pelas seguintes comissões:

  • Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado;
  • Finanças e Tributação;
  • Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

O que dizem especialistas em direito penal

Juristas avaliam que o projeto é constitucional, desde que preserve critérios de proporcionalidade e justiça social. O principal ponto de atenção é garantir que a cobrança não impeça o acesso à progressão de regime por pessoas em vulnerabilidade.

Segundo especialistas, o equilíbrio entre responsabilidade individual e proteção social será determinante para a eficácia da medida.

Próximos Passos

  1. Acompanhar a tramitação nas comissões da Câmara;
  2. Analisar possíveis emendas ao texto original;
  3. Monitorar o posicionamento do Senado.

Dúvidas Frequentes

O preso será sempre obrigado a pagar?

Não. Beneficiários da gratuidade de justiça ficam isentos. A cobrança se aplica apenas a quem tem capacidade financeira comprovada.

O que acontece se não pagar?

Em caso de recusa injustificada, o valor será inscrito em dívida ativa e poderá ser cobrado judicialmente.

Quando a lei começa a valer?

Somente após aprovação pela Câmara, pelo Senado e sanção presidencial.

Conclusão

O projeto que obriga presos a pagarem custos da tornozeleira eletrônica representa uma mudança significativa na política penal brasileira, com potencial de reduzir despesas públicas, reforçar o combate ao crime organizado e ampliar a eficiência do sistema de justiça.

Se aprovado, poderá estabelecer um novo modelo de corresponsabilidade, alinhado às demandas atuais por segurança, equilíbrio fiscal e justiça social.

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