O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou ao centro das atenções ao anunciar medidas firmes contra parlamentares que protagonizaram um motim ao ocuparem a Mesa Diretora no início de agosto de 2025. Neste artigo, apresentamos uma análise aprofundada e atualizada sobre o caso, os desdobramentos e o impacto político.
Contexto e antecedentes
O motim ocorreu após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Deputados aliados exigiam a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e mudanças no foro privilegiado, ocupando a Mesa Diretora da Câmara por cerca de 30 horas. A retomada do plenário só foi possível mediante negociação intensa.
Retomada dos trabalhos
- A sessão foi reaberta na noite de 6 de agosto, após Hugo Motta recuperar sua cadeira e declarar que “a democracia não se negocia” :contentReference[oaicite:0]{index=0};
- Motta negou que a retomada estivesse vinculada à pauta da anistia, afirmando que não houve negociação institucional com a oposição :contentReference[oaicite:1]{index=1};
- O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a pedir perdão publicamente, negou chantagem e afirmou que não houve acordo com Motta :contentReference[oaicite:2]{index=2}.
O que Hugo Motta disse sobre punir deputados por motim
Em entrevista ao site Metrópoles, publicada em 7 de agosto de 2025, Motta declarou que imagens das câmeras da Câmara estão sendo avaliadas pela Mesa Diretora para decidir eventuais punições aos deputados que “se excederam” durante a obstrução dos trabalhos.
Medidas previstas
- Adoção de instrumentos regimentais, como suspensão cautelar de mandato por até seis meses, conforme prevê o Regimento Interno da Casa;
- A decisão será tomada em conjunto pela Mesa Diretora, seguindo processo colegiado;
- Foram mencionados nominalmente três possíveis alvos: Zé Trovão (PL-SC), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Marcos Pollon (PL-MS), que resistiram em liberar a mesa.
Impactos e reações políticas
Repercussão institucional
- Hugo Motta deixou claro que o uso da força física não seria uma opção e que a normalidade seria restabelecida por meios regimentais ;
- O episódio gerou debates sobre disciplina parlamentar e respeito às normas da Casa.
Reação da oposição e aliados
- O líder do PL, Sóstenes Cavalcante, disse que houve apenas diálogo entre líderes, mas que nenhum acordo com o presidente foi firmado ;
- Partidos de oposição criticaram o uso de medidas enérgicas, enquanto apoiadores de Motta defenderam a necessidade de retomar o controle institucional.
Resumo dos acontecimentos
- O que aconteceu: ocupação da Mesa Diretora da Câmara por deputados oposicionistas;
- Resposta de Hugo Motta: retomada da sessão na noite de 6 de agosto; análise de imagens para possíveis punições;
- Instrumentos aplicáveis: suspensão cautelar de mandato (até 6 meses); representação ao Conselho de Ética;
- Possíveis punidos: Zé Trovão, Marcel van Hattem e Marcos Pollon;
- Reação política: diálogo tenso entre oposição e governo; reafirmação do uso do regimento interno como base de ação.
Perspectivas futuras
Nos próximos dias, a Mesa Diretora deve concluir a análise das imagens e decidir sobre a abertura formal de processos disciplinares. A atuação firmada de Hugo Motta sinaliza um endurecimento frente a ações consideradas antirregimentais e subversivas dentro da Câmara. Para acompanhar o desdobramento, é fundamental acompanhar os próximos comunicados oficiais da Casa.







